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quinta-feira, 28 de março de 2013

PROJETO – DIALOGANDO COM AS ESTAGIÁRIAS(OS)


A Importância do Estágio


“(...) a prática deve estar vinculada a todos os conteúdos,
é na prática que se consolida o saber”  Philippe Perrenoud


O período de estágio é fundamental porque é através dele que o estudante tem a oportunidade de aprender sobre a rotina de sua futura profissão, utilizar os conhecimentos acadêmicos adquiridos em sala de aula, conhecer as reais necessidades do mercado de trabalho, perceber as oportunidades, os possíveis campos de atuação e dar os primeiros passos para o seu desenvolvimento profissional.
 

Obrigada por mais um ano
Estagiárias e estagiários da EMEF "Ildete" - 2013

quarta-feira, 20 de março de 2013

Pós em Educação Especial - Alunos Taubaté

comunicação alternativa

OBJETIVOS
Aprofundar os conhecimentos sobre as concepções da Educação Inclusiva, do Atendimento Educacional e Especializado (AEE). Conhecer a teoria e a prática da tecnologia na construção de recursos pedagógicos acessíveis e de comunicação alternativa.


 







OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Assimilar o conceito de Tecnologia alternativa;
Planejar o uso de recursos pedagógicos acessíveis para alunos com deficiência, de modo a considerar os objetivos e aplicações das atividades;
Analisar as aplicações e a construção de materiais pedagógicos com design inclusivo;
Construir recursos pedagógicos acessíveis com papelão, tampinhas, velcro, elástico e material impresso.









sábado, 23 de fevereiro de 2013

Cidadão Surdo




A língua de sinais – Libras  (Língua brasileira de sinais) expressa ideias simples e abstratas. Através dela pode-se discutir política, filosofia, fazer histórias e poesias e comunicar-se com o outro. As palavras (léxico) utilizadas na língua oral auditiva são denominadas “sinais” em Libras, que combinam o movimento das mãos em um determinado lugar do corpo ou do espaço. A Libras (Língua brasileira de sinais) possui uma corrente de significados que unem surdos e ouvintes e por ela vê-se a possibilidade / desejo de criar-se um elo que acolha as diferenças sem hierarquias ou imposições para, desta forma, ultrapassar as fronteiras, sem retornar ao passado, seguindo ao encontro do futuro da globalidade. Em outras palavras, torna-se indispensável formar a ideia de uma sociedade inclusiva, que acolha e respeite as diferenças individuais. 
A notação léxica em Libras possui características básicas que traduzem experiências acumuladas da sociedade surda. Trata-se de um patrimônio cultural de uma comunidade que através da história passou por constantes evoluções. O léxico é um inventário aberto de palavras que por sua vez forma um vocabulário para efetivação do processo comunicativo. Entende-se desta forma que o vocabulário se faz da seleção e emprego pessoal do léxico (acervo de palavras). Isto implica que quanto maior o conhecimento do vocabulário haverá mais possibilidades de comunicação. 
Em Libras as palavras resultam de uma combinação de signos, gestos e expressões que acopladas a movimentos de mãos no espaço formam a linguagem. Na Língua Portuguesa número, gênero e pessoa fazem parte da estrutura interna das palavras. Portanto, a Libras é formada por uma modalidade gestual, visual e espacial indicada pela configuração das mãos, região de contato ou ponto de articulação, movimento, orientação e expressão facial e / ou corporal. A ambiguidade léxica ocorre quando um determinado sinal apresenta significados alternativos. Neste, o sentido da palavra irá se configurar de acordo com o contexto do evento.  Em Libras a notação de nomes com mais de uma palavra se dá com movimentos com ou sem trajetória. Por exemplo, LEITE – consiste em mover a mão por duas vezes a alguns centímetros à frente do peito e ao longo do movimento. Configura-se a mão passando de C para S. Já a palavra igreja é representada por dois sinais: o sinal de casa mais cruz. Na representação de nomes próprios utiliza-se a datilologia ou soletração digital. Portanto, para representar LUCIANA, RICARDO e ISABELA apresenta-se a configuração de mão das letras do alfabeto.
L + U + C + I + A + N +  A
R + I + C + A + R + D + O
I + S + A + B + E + L + A
A datilologia (alfabeto manual) é utilizada para expressar o nome das pessoas, localidades ou palavras que não possuem sinais. Não há indicação de classe, gênero e número em Libras, como na representação da Língua Portuguesa. Porém, para indicar estas marcas em Libras utiliza-se o símbolo @, com o intuito de reforçar a ideia de ausência e não gerar confusão. Exemplo: AMIG@ (amigo / amiga); FRI@ (frio / fria).

A língua é um marco de uma identidade e se faz forte com o tempo. Para Maturama (1995), 

“O caminho da liberdade é a criação de circunstâncias que libertam o ser social, seus profundos impulsos de solidariedade para com o ser humano. Se pudéssemos recuperar para a sociedade humana a natural confiança das crianças nos adultos, isso seria a maior conquista da inteligência, operando no amor jamais imaginado".

Vê-se que é no comunicar que se constrói o ser social. Não se pode falar de surdez sem falar em linguagem. Para entender as questões de linguagem é necessário entender que se trata da expressão do pensamento e uma forma de interação. No entanto, ela se dá entre o eu e o outro e vai muito além da interação. Segundo Bakitin, sujeito se faz sujeito pela linguagem e através dela constrói seu conhecimento. É pela interação que há a construção do conhecimento. Para Bakitin não existe construção de conhecimento fora da linguagem. A criança aprende ouvindo e o surdo aprende interagindo.
Nos primórdios, mais precisamente na Idade Média, a concepção que os homens tinham dos surdos era de pessoas não pensantes, pois naquela época entendiam que para pensar era necessário que se utilizasse a fala. Para eles, então, os surdos eram conceituados como pessoas primitivas e os gestos não tinham significado de língua. Como qualquer outro deficiente, o surdo era considerado pessoa marginalizada (que vivia à margem), tido como anormal. Muitos, na Grécia antiga, foram jogados de penhascos. Os surdos viviam no isolamento, sem direitos. Inicialmente, eram considerados pessoas não educáveis.


A educação dos surdos iniciou-se na Europa ao utilizar símbolos escritos com desenhos e mímicas e em 1555, na Espanha, passaram a utilizar a língua de sinais como elo de comunicação entre surdos e ouvintes. Na França, o Abade Michel de L’Epée criou o Instituto Nacional dos Surdos para ensinar a leitura e a escrita e transmitir a cultura. Naquela época já havia em seus apontamentos observações sobre a linguagem gestual. No entanto, o método de aprendizagem para os surdos continuava com a orientação oralista para ensinar os surdos. Após o Congresso de Milão, evento que ficou conhecido como preconceituoso e repressivo, a França passou a proibir qualquer outra abordagem que não fosse a oral para ensinar os surdos.
Ainda hoje, a grande preocupação dos educadores quando recebe um aluno surdo é como fazer com que ele se aproprie da leitura e da escrita. O grande obstáculo é a não formação do educador para atender este aluno, pois a grande maioria dos educadores acredita que o surdo deva ser capaz de ler e escrever textos em Língua Portuguesa.
O surdo consegue decodificar os símbolos e aprender com facilidade, porém a Língua Portuguesa para ele seria a sua segunda língua, ao passo que para os ouvintes seria a primeira. Visto desta forma, precisa-se alfabetizar o surdo em Libras e concomitantemente oferecer a Língua Portuguesa para que possa se comunicar com o grupo social e vice-versa, pois o grupo tende a se apropriar da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Pensa-se ser esta a melhor forma de integrar o surdo ao grupo.
A declaração mundial sobre educação para todos determina que seja oportunizado a todos o acesso a leitura, a escrita, a expressão oral, o cálculo e a resolução de problemas. Isso significa que os conhecimentos básicos da educação devam ser oferecidos e oportunizados de forma a ampliar as habilidades, os valores e as atitudes necessárias para a convivência humana.
A integração de ações de políticas governamentais com a sociedade e a escola podem vir a suprir as necessidades locais, culturais, educacionais e gerar projetos para diminuir as desigualdades, através da educação. Isso, entretanto, requer integrar novos conhecimentos na busca de ações que revertam o quadro de exclusão observado no contemporâneo.
O contemporâneo exige que o homem aprenda a ler o mundo em contato com o outro. Pensando na utilização da Libras nas salas de aula, percebe-se que tal elemento pode ser decodificado e transformado em “novos” conhecimentos. Neste pensar, ouvintes e surdos podem estabelecer vínculos culturais que favorecerão a ambos. Nesta perspectiva, percebe-se que o sujeito tem que adquirir a habilidade de ver, ouvir e falar sobre as imagens experimentadas ao longo de sua história, de modo a atender à complexidade da diversidade do mundo globalizado.
Vê-se a possibilidade de criar, através do processo de ensino-aprendizagem, uma sociedade mais humana e sensível. A sensibilidade pode ser definida como a capacidade de experimentar as imagens que o mundo oferece e a imaginação/intuição vem da possibilidade de transformar as cenas percebidas no mundo em outras leituras. Dessa maneira, a sociedade e a escola abrem-se à reflexão e ao diálogo ampliado. Ambas traduzem oportunidades na elaboração de valores sustentados na valorização dos direitos humanos e dos bens naturais.



sábado, 9 de fevereiro de 2013

Um Pensamento Complexo



As experiências e saberes do mundo são formados por ideias e noções construídas e reconstruídas com a sociedade. Tal contexto promove o contrastar de ideias sobre a complexidade da diversidade no contemporâneo. O confronto de ideias e a união das mesmas transformam-se, simultaneamente, em saberes diferenciados e mais apropriados à atualidade. Para Platão, no mundo das ideias, a ideia do bem, que representa o divino, possui uma realidade complexa das quais dependem outras idéias - valores éticos, estéticos, lógicos - que se manifestam no mundo sensível. 
Da interação entre os indivíduos e o pensar sobre o mundo, o homem observa e descreve caminhos ao encontro do sujeito social no contemporâneo. Isso implica atender à diversidade, vínculos e parcerias. Resgatar e reinventar novas maneiras de ver/ler o mundo e a transformação das culturas e sua complexidade.
Segundo Morin (2007, p. 21), a partir de um contexto, oportuniza-se o pensar globalizado para atingir a complexidade do indivíduo. Busca-se, portanto, a superação da fragmentação da complexidade, pois, a velocidade das mudanças da atualidade exige um diálogo capaz de responder as mesmas.
Vê-se, desta forma, a necessidade de promover uma educação capaz de superar tais obstáculos, uma linha de pensamento que coopere entre si. Tem-se que refletir o contexto e o complexo, para redefinir pensamentos e projetar para o futuro um saber diferente capaz de entender a diversidade social, cultural e política.
Para o autor, “o pensamento contextual busca sempre a relação de inseparabilidade e as inter-retroações” (IDEM, 2007, p. 21), ou seja, um retorno ao passado. Voltar-se para si e transformar-se. Trata-se de buscar informações no outro e regressar para si, reestruturar o pensamento e retornar ao outro com as respostas adquiridas neste ir e vir da construção do saber. O saber inerente ao ser humano interage e relaciona-se com diversas realidades. O contexto são as inter-relações de circunstâncias que acompanham os acontecimentos do mundo e os encadeamentos dos fatos e circunstâncias que são vivenciados.
Na atualidade, torna-se impossível prever o futuro porque a velocidade das informações transforma o hoje, e as mensagens/respostas serão diferentes no amanhã. As informações voláteis vindas das tecnologias de informação e comunicação são recebidas e reformuladas a cada instante, formando novos paradigmas. No futuro haverá outras realidades e outras vontades que, por sua vez, deixam o homem sem um roteiro definido para o amanhã, deixando-o desprotegido e sem direção.
Ao mesmo tempo, vê-se a proposta de solidariedade entre os agrupamentos para suprir as carências humanas colocadas por muitos autores da atualidade. Da interação entre os indivíduos e o pensar sobre o mundo complexo, o homem observa e descreve caminhos ao encontro do sujeito social no contemporâneo. Isso implica atender à diversidade, vínculos e parcerias. Resgatar e reinventar novas maneiras de ver/ler este contemporâneo e a transformação das culturas.




quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Para reflexão...



A aprendizagem depende de como o processo educativo se organiza em suas diferentes dimensões, ou seja, de condições mais objetivas. As propostas pedagógicas devem resultar da junção dos objetivos de ensino e das possibilidades de aprendizagem do aluno. O conhecimento prévio do aluno, a crença na própria capacidade, a disponibilidade e a curiosidade para aprender, a valorização dos saberes que possui e o sentimento de pertinência ao grupo são alguns dos fatores que explicam por que a partir de um mesmo ensino há lugar para a construção de diferentes aprendizagens.
Bernard Shaw ao falar sobre educação apresenta o conceito de "educação homeopática": "Se você ensinar alguma coisa a um homem ele jamais a aprenderá". Pode parecer uma afirmação radical, mas não quando vista em relação à rigorosa e doutrinária escola do começo do século. Há algum tempo, quando falávamos de classes heterogêneas, criava-se uma polêmica, pois a crença da época eram classes homogêneas, a tal ponto que as escolas públicas estaduais faziam uma triagem para verificar o nível dos alunos e separá-los em grupos fortes, fracos e médios. Na realidade um ato utópico, pois mesmo assim separados podíamos observar que os alunos ali agrupados nunca formavam um grupo homogêneo. Em se tratando de grupos de pessoas nunca iremos encontrar uma que seja igual à outra. Somos diferentes em essência, em DNA, em sinapses. Além de termos um DNA próprio, temos a interferência do meio que nos estimula, adequando-nos a nossa forma de vida. Portanto, uma sala homogênea torna-se impossível, teremos sempre salas heterogêneas. A partir do momento que a sociedade tomar ciência disso, será capaz de ingressar num mundo de aprendizagem constante. Trabalhar com a diversidade nos faz crescer, pois é com o saber do outro que completamos o nosso próprio saber. Nos anos setenta, Pink Floyd, em sua música "Another Brick In The Wall" (Mais um tijolo no muro), faz um pedido aos professores que deixem as crianças em paz,  induzindo-nos a entender que o sistema as transformava em máquinas, ou seja, colocava o ensino como mais um tijolo no muro, simplesmente.
Saindo desta teoria mecanicista, ingressamos paulatinamente na teoria construtivista e humanista, onde trabalhar com a heterogeneidade torna-se fundamental. Para trabalhar com os desiguais é necessário que saiba como fazê-lo. O professor deve assumir a condição de ator da prática pedagógica, refletindo, buscando soluções, construindo novas estratégias, tomando decisões, enfim, ter autonomia intelectual diante de cada situação. Para tanto, é interessante que reflita sobre a sua prática, se auto/avalie, trabalhe em parceria com a comunidade e, principalmente, tenha disponibilidade para aprender.
 Planejar situações didáticas, intervir de forma diversificada, propondo perguntas que requeiram níveis de esforço diferentes, oferecendo informações específicas que promovam estabelecimento de novas relações, ouvir o aluno dizer sobre o que pensa para chegar a uma determinada resposta e estimular o progresso pessoal, devem fazer parte significativa da prática.  Ao vivenciar a heterogeneidade proporcionaremos o avanço intelectual do educando, dos professores e de todo um grupo social, destacando a importância do papel do sujeito no processo de aprendizagem. A adoção de estratégias mais participativas tem por objetivo a valorização da escuta como vetor da aprendizagem significativa.
O ato de educar é um ato ético de abrir caminhos. No entanto, para que haja formação, tem-se que pensar o mundo, ou seja, formar idéias concebidas a partir das vivências. Portanto, cidadania não se forma na ignorância. A escola é um espaço fértil, de afeto, de competências, de ideologias, de conhecer e de aprofundar, cada um com suas identidades e saberes. Construiremos sim tijolos, porém, muito mais significativos, com ideias próprias, formadoras de muralhas que irão modificar a visão do nosso país, transformando num lugar melhor e mais digno para viver, sem barreiras e preconceito.

JOGOS ELETRÔNICOS COMO MEDIAÇÃO NA APRENDIZAGEM DE ALUNOS AUTISTAS

MONTES, Maria Joana B. S; COUTINHO, Maurício
Universidade Federal do ABC – UFABC
{joanabsmontes@hotmail.com, mauricio.neto@ufabc.edu.br}

 Imagem - Sala de Recursos - Jogo Farm Frenzy 2

INTRODUÇÃO

A iniciativa de utilizar o jogo eletrônico como atividade educacional partiu do projeto interdisciplinar escolhido para o ano letivo de 2012 na Sala de Recursos Multifuncional). A Sala de Recursos atende alunos com necessidades especiais, entre eles autistas. O autismo, em sua complexidade, é uma incapacidade de desenvolvimento mental que normalmente aparece durante os primeiros anos de vida, ou seja, é uma deficiência nos sistemas que processam as informações sensoriais. O tema escolhido na proposta foi Sustentabilidade no Campo e Empreendedorismo. Tema este que também faz parte do projeto Empreendedor do Futuro da escola. Na execução, os alunos estudaram Geografia, História, Português, Matemática num ambiente interativo.  Buscou-se uma metodologia diferenciada para realizar os trabalhos, a Modelagem Matemática. Tal ciência é compreendida como um conjunto de métodos utilizados para obtenção e validação das respostas, mas,  para tanto, necessita de um modelo. O modelo, de acordo com Biembengut e Hein in Souza, nada mais é do que um conjunto de símbolos e relações matemáticas que procura traduzir um fenômeno ou um problema de uma situação real. Para maior compreensão desta pesquisa o trabalho foi dividido em três tópicos:

O primeiro enfatiza vestígios da educação contemporânea inclusiva, destacando o aluno autista. Realiza-se, neste tópico, um pensar reflexivo sobre a relevância de uma sociedade participativa e inclusiva. Reflete-se que o homem pode aprender a caminhar e se comunicar com o mundo e propõe como forma de transformar o pensar compartimentado em um pensar mais amplo, apto a enfrentar a complexidade.
        
O segundo capítulo aborda o significado da matemática dentro do contexto científico e social. Foca-se o jogo eletrônico como mediador.
        
Já no terceiro, enfatiza o percurso metodológico: Descrição do objeto "o jogo Farm Frenzy 2". Portanto, trata-se de destacar neste tópico dois momentos distintos que se complementam. Considera-se o primeiro a descrição mediante as imagens (frames) do jogo. Sendo que no segundo instante instaura-se, de fato, o ato de jogar.

Imagem - Sala de Recursos - Jogo Farm Frenzy 2

OBJETIVO

Propor a utilização dos jogos eletrônicos no ensino da matemática como mediadores na aprendizagem dos alunos com TGD (autismo).


Imagem - Sala de Recursos - Jogo Farm Frenzy 2

Objetivos específicos

Imagem - Jogo Farm Frenzy 2
•Fazer uma reflexão sobre o comportamento dos autistas.
•Buscar indicativos dos jogos eletrônicos como mediador na aprendizagem da matemática (conceitos de Modelagem Matemática).
•Relatar a experiência com o jogo na Sala de Recursos e os resultados. 

Imagem - Sala de Recursos - Jogo Farm Frenzy 2

REFERÊNCIAS

ALBUQUERQUE, Rafael Marques. FIALHO, Francisco Antônio Pereira. Concepção de jogos educativos: Proposta de processo baseado em dilemas. VIII Brasilian Symposium on Games and Digital Entertainment. Rio de Janeiro, Brasil, October, 2009.
RANGEL, Patrícia Coacci. Autismo, Instituição e Família. Uma visão do Serviço Social. Disponível em: < >. Acesso em 14/05/2003.
BAPTISTA, Cláudio Roberto; BOSA, Cleonice. Autismo e Educação, Reflexão e Propostas de Intervenção. Porto Alegre editora Artmed, 2002
BASSANEZI, Rodney Carlos. Ensino Aprendizagem com Modelagem Matemática. São Paulo: Contexto, 2004.
ESTRATÉGIAS DE ENSINO. Disponível em < www.google.com.br > acesso em 26/06/2003.
PRENSKY, Marc. Digital Natives, Digital Immigrants. MCB University Press, Vol. 9 Nº 5, October, 2001.
VECTORE, Célia; DeCHICHI, Claudia; FERREIRA, Juliene Madureira. Mediação pedagógica como estratégia de atuação a alunos do AEE. MEC: 2010.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Para refletir

A integração de ações de políticas governamentais com a sociedade e a escola podem vir a suprir as necessidades locais, culturais, educacionais e gerar projetos para diminuir as desigualdades, através da educação. Isso, entretanto, requer integrar novos conhecimentos na busca de ações que revertam o quadro de exclusão observado no contemporâneo.


Segundo Humberto Maturana, “Sem aceitação e respeito por si mesmo não se pode aceitar e respeitar o outro, e sem aceitar o outro como legitimo outro na convivência, não há fenômeno social“ (MATURANA, 2001, p. 30). Ao refletir sobre tal afirmação, tende-se a aprofundar conhecimentos sobre dinâmica do relacionamento entre si e o outro e o ambiente em que se vive. O desafio é promover uma produção de conhecimentos em prol de uma educação mais inclusiva e humana. Com isso, ao valorizar a diversidade cultural e o meio em que vive, o educador recria uma educação capaz de acolher diferenças e passa a modificar sua prática. Para tanto, aborda-se, neste contexto, estudos da atualidade que possibilitam tematizar e refletir a educação contemporânea. 

O processo de ensino-aprendizagem demanda procedimentos de leituras complexas por parte de quem aprende e de quem ensina. A estratégia necessária para a formação do sujeito faz-se com a reflexão e o pensar. Considera-se a dinâmica de ampliar as condições físicas, psíquicas, cognitivas e culturais pautadas na democracia, na justiça, na igualdade e na eqüidade, através da participação ativa por parte dos envolvidos com a qualidade da educação.
Vê-se na atualidade que atitudes de solidariedade humana e o respeito aos bens naturais precisam ser práticas diárias, freqüentes, realizadas com habilidade, desenvoltura e compreensão do outro, com sentimento de empatia, de forma a ver/ler o sujeito e o funcionamento do universo global.
O contemporâneo torna-se cada vez mais multidimensional, isto é, abrange múltiplos aspectos. O presente e o futuro se confundem e as distâncias não apresentam mais obstáculo para a transmissão de saberes. De acordo com Homi Bhabha, “espaço e tempo se cruzam para produzir figuras complexas de diferenças e identidades, de passado e presente, interior e exterior, inclusão e exclusão” (BHABHA, 2005, p. 19). Nessa produção, as identidades se misturam e formam novas identidades, de certo modo até mesmo mais elaboradas e aceitas na atualidade, em um diálogo reflexivo sobre a diversidade.


  A ideia está em evidenciar as diferenças culturais, constituindo estratégias de criação de traços identitários (HALL, 2006), para, deste modo, prever valores vindos da noção de sociedade. Torna-se emergente a reflexão dos domínios das diferenças, pois, mesmo dentro das comunidades cujas histórias se comunicam, valores dialogam de forma conflituosa e excludente. Constata-se tais questões na história de diferentes culturas e raças, na violência e vitimização social que ora se observa no mundo atual. 
Para Bhabha (2005), a articulação social da diferença vista pela ótica da minoria se faz complexa em um momento de transformação histórica na atualidade. Ainda segundo o autor, as fronteiras culturais podem possibilitar o consenso ou o conflito, confundir ou definir posições. Visto dessa forma, refletir diversidade cultural não se restringe, apenas, ao reconhecimento do outro, e sim pensar no eu e no outro. Trata-se der uma leitura política, porque discute a relação entre indivíduos e a formação de identidades.
(Texto extraído do livro - FRAGMENTOS)

sábado, 22 de setembro de 2012

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Para refletir e comentar...

Vê-se na atualidade que atitudes de solidariedade humana e o respeito aos bens naturais precisam ser práticas diárias, freqüentes, realizadas com habilidade, desenvoltura e compreensão do outro, com sentimento de empatia, de forma a ver/ler o sujeito e o funcionamento do universo global.

A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.
(Paulo Freire)